Justiça, alteração cardíaca e opção técnica: Zé Eduardo chega a 400 dias sem atuar pelo Cruzeiro

Atacante jogou por 20 minutos na Série B de 2020, buscou a saída com ação judicial, recuperou-se de um problema cardíaco e ainda não teve chance de entrar em campo com Luxemburgo

Vanderlei Luxemburgo ainda não sacramentou a renovação com o Cruzeiro, mas já deixou claro: o planejamento para 2022 está em andamento. O que, claro, envolve avaliação do elenco. Um jogador que faz parte do grupo hoje, mas que ainda não foi visto pelo treinador em ação nos jogos é Zé Eduardo. O atacante não atua há mais um ano.

Desde que atuou por cerca de 20 minutos no empate com o Oeste, na Série B do ano passado, sob comando de Ney Franco, o garoto não entrou mais em campo. Desde então, passaram-se 400 dias. Os motivos para a ausência foram diversos no decorrer do período.

O jogador passou pela base do Cruzeiro e, ano passado, sem idade para o sub-20, foi emprestado ao Villa Nova-MG e ao América-RN. Foi bem nos dois clubes e despertou interesse da Raposa, que solicitou o retorno do atacante em setembro de 2020. Foi um pedido de Ney Franco.

Mas o treinador deu apenas 20 minutos de jogo ao garoto, justamente na partida que marcou a despedida de Ney. Felipão assumiu, e Zé Eduardo seguiu sem espaço. América-RN, ABC e Brusque tentaram o empréstimo, mas não houve acordo com o Cruzeiro.

Entre o fim da temporada de 2020 e o início de 2021, o atacante acionou o Cruzeiro na Justiça cobrando atrasados e buscando a rescisão unilateral do contrato válido até 2024. Felipão saiu, Felipe Conceição assumiu, e a diretoria fez um acordo com o atacante para retirada da ação judicial. O então treinador disse que queria observa-lo em campo.

No entanto, ele teve detectada uma alteração cardíaca durante a pré-temporada e acabou ficando fora dos treinamentos por seis meses. Ou seja, não ficou à disposição de Felipe Conceição e nem de Mozart para jogos da Série B.

Ele voltou à Toca da Raposa em agosto e, depois de mais de um mês de “pré-temporada”, foi novamente relacionado. Ficou no banco em quatro partidas – a última diante do Vitória –, mas sem ser aproveitado por Vanderlei Luxemburgo. Situação que gerou reclamações públicas do pai do jogador, o que não agradou à comissão técnica cruzeirense.

O treinador terá ainda os jogos contra Sampaio Corrêa e Náutico para observar o jogador, caso queira. No momento, o Cruzeiro tem Thiago e Marcelo Moreno como centroavantes com contratos mais longos. O garoto Vitor Roque, de 16 anos, também vem recebendo chances no profissional, mas atuando pelo lado do ataque.

Fonte:ge.globo.com

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