Saída de Pastana alimenta curtas passagens de diretores de futebol em atual gestão do Cruzeiro

Clube teve quatro diretores de futebol e seis treinadores desde que Sérgio Rodrigues assumiu a presidência; alternância é reflexo dos péssimos resultados dentro de campo

A saída de Rodrigo Pastana da direção do futebol do Cruzeiro evidencia mais um capítulo da alta rotatividade na direção do futebol profissional do clube, durante a gestão do presidente Sérgio Santos Rodrigues. O diretor de futebol foi o quarto a deixar a Raposa em pouco mais de um ano e meio.

A passagem do último responsável pelo futebol durou quatro meses, e na tarde desta terça-feira, o clube, por meio técnico Luxemburgo, informou que não contratará substituto. A demissão de Pastana aconteceu na segunda-feira, após pressão do principal patrocinador do clube, Pedro Lourenço. Na tarde da última segunda-feira, o empresário se reuniu com membros da diretoria e o técnico Vanderlei para falar de planejamento de 2022.

A escolha por Rodrigo Pastana foi polêmica desde o anúncio, em junho deste ano. Torcedores criticavam a falta de experiência do diretor para um momento delicado do clube na Série B. Antes de Pastana, o Cruzeiro teve André Mazzuco, Deivid e Ricardo Drubscky, lembrando que este último já estava na direção do futebol quando a gestão de Sérgio Santos Rodrigues começou.

Drubscky ficou de março a outubro de 2020 no cargo. Deivid, que já atuava como diretor técnico, teve a função alterada para a diretoria de futebol por um período antes da chegada de Mazzuco. O ex-Vasco assumiu em dezembro de 2020 e pediu demissão em maio deste ano. Depois foi a vez de Pastana chegar ao clube em junho de 2021. Em média, cada diretor de futebol ficou quatro meses no cargo.

A rotatividade é reflexo da falta de resultados dentro de campo. Disputando pelo segundo ano seguido a Série B e longe do acesso, o time do Cruzeiro também teve uma grande alternância no comando técnico. Foram seis treinadores, desde junho do ano passado: Enderson Moreira, Ney Franco, Luiz Felipe Scolari, Felipe Conceição, Mozart e Luxemburgo.

A saída de Pastana abre espaço para uma sonhada dobradinha no Cruzeiro: o técnico Vanderlei Luxemburgo e o diretor de futebol Alexandre Mattos, que é preferido do empresário e patrocinador do Cruzeiro, Pedro Lourenço.

O diretor, inclusive, foi sondado pelo Cruzeiro em outras ocasiões durante esses dois anos de apostas da presidência. No entanto, Mattos se mudou para fora do Brasil, o que pode ser um empecilho na contratação.

Fonte:ge.globo.com

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