Disputa, espera de oito meses, reuniões e garantias: como Diego Costa virou reforço do Atlético-MG

Diretoria do Galo, intermediários, agentes, advogados do clube, de empresários e do jogador: veja o caminho percorrido para o centroavante retornar ao Brasil após carreira internacional

Quando o Atlético de Madrid anunciou oficialmente a (surpreendente) rescisão contratual de Diego Costa, no mesmo dia, 29 de dezembro de 2020, o nome do atacante entrou no radar do Atlético-MG. Quase oito meses depois, o namoro virou casamento. O atacante foi apresentado nesta quinta-feira, assinou até o fim de 2022 e inicia novo ciclo na carreira.

O técnico Cuca já indicava, em coletiva após vencer o Juventude, que o Galo não tinha um atacante de travar os zagueiros, fazer pivô e um jogo físico. Agora tem. Um “camisa 9” novo no elenco. Internamente, a chegada de Diego é vista com naturalidade, sendo uma peça nova para montagem de estratégias táticas mais amplas.

A contratação do Galo teve impacto mundial. Diego Costa fez sucesso na Espanha e na Inglaterra. Deixou o time que venceria o Campeonato Espanhol e ficou um bom tempo sem clube até embarcar para a primeira experiência no país natal como profissional. Uma longa negociação, envolvendo agentes, intermediários, familiares, diretores e advogados.

O contrato de Diego Costa irá até dezembro de 2022, quando, no planejamento original da obra, a Arena MRV terá sido inaugurada dois meses antes. Para o jogador ficar em 2023, será preciso uma nova roda de negociações.

O caminho estava livre. Então, vieram as várias rodadas de reuniões virtuais conectando o Atlético, o staff da intermediação e a própria equipe de Diego Costa.

Diego Costa não tem empresário, propriamente dito. Era agenciado pela Gestifute, empresa do renomado Jorge Mendes (agente de Cristiano Ronaldo). Quem cuida da carreira do jogador é seu irmão, Jair Costa.

Na parte jurídica, ele é assessorado pelo advogado português Ricardo Cardoso, que tem escritório em Porto. O nome do centroavante de 32 anos chegou ao Galo por meio do ex-jogador e empresário Amaury Nunes. Foi ele o agente responsável por intermediar a negociação.

Outra ponta desta história é o advogado Diogo Souza, especialista em transações de futebol. Ele, por exemplo, esteve também envolvido juridicamente na ida de Renato Gaúcho ao Flamengo. O papel de Diogo foi ser o advogado do intermediário da negociação Atlético/Diego Costa e auxiliar o advogado português em relação a legislação brasileira.

O interesse do Galo em Diego Costa foi noticiado pelo ge na madrugada de 6 para 7 de agosto. Uma fonte confirmou que as partes já conversavam há 20 dias. Havia um pessimismo por parte do clube, que tinha a missão de abaixar as pedidas salariais do jogador e convencê-lo a transformar o mercado europeu em uma não prioridade.

A complexidade da história fez a chegada de Diego Costa se arrastar. Havia um concorrente mais concreto quando o Atlético voltou a traçar a oferta de trabalho ao hispano-brasileiro. O Besiktas, da Turquia, entrou forte na parada. Porém, já em 9 de agosto, a imprensa turca noticiou que o clube desistiu do negócio, culpando as exigências do atacante.

Um personagem que participou do negócio disse ao ge que, na verdade, Diego Costa já havia acertado verbalmente com o Atlético, e informou ao Besiktas a sua escolha. Então, a diretoria do clube de Istambul, enfurecida, teria vazado a carta de autorização de representação que o empresário iraniano Kia Joorabchian tinha para levar Diego Costa à Turquia.

Fonte:ge.globo.com

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