Chegada de Ricardo Rocha é a aposta da diretoria após série de fracassos na gestão do futebol

Em situação delicada no Campeonato Brasileiro da Série B, o Cruzeiro fez importantes mudanças no departamento de futebol nos últimos dias para tentar a reabilitação na temporada. Além do treinador Vanderlei Luxemburgo, a Raposa contratou o ex-zagueiro Ricardo Rocha para exercer a função de diretor técnico.

A chegada de Rocha, indicado pelo próprio Luxa, é mais uma tentativa do clube de encaixar um profissional que possa ajudar na interação entre elenco, comissão técnica e diretoria e participar das movimentações no mercado.

O tetracampeão do mundo com a Seleção em 1994 tem a missão de fazer um trabalho consistente, que o departamento de futebol ainda não conseguiu desde o rebaixamento à Série B, em 2019. Em meio à instabilidade política e à crise econômica da Raposa, vários nomes passaram sem sucesso pela Toca nos últimos 20 meses.

Histórico

Ainda sob o comando do Conselho Gestor, que administrou o Cruzeiro entre dezembro de 2019 e maio de 2020, Ocimar Bolicenho assumiu a direção de futebol com a tarefa de montar um elenco, que havia sido desmanchado após a queda no Brasileiro, sem ter dinheiro em caixa.

Campanhas ruins no Mineiro e na Copa do Brasil, além de contratações que pouco renderam, foram determinantes para o encerramento da passagem de Bolicenho pelos azuis, com pouco mais de dois meses de trabalho. Na época, o dirigente foi demitido junto com o técnico Adilson Batista.

Ainda por decisão da diretoria provisória, Ricardo Drubscky foi contratado, juntamente com o treinador Enderson Moreira, com a esperança de repetir a dobradinha de sucesso feita no América três anos antes. Em junho, Sérgio Santos Rodrigues assumiu a presidência para terminar o mandato de Wagner Pires de Sá – que havia renunciado seis meses antes – e manteve a dupla.

Entretanto, o atual presidente (reeleito em outubro) já tinha Deivid como homem de confiança para tocar o futebol, e Drubscky foi perdendo espaço. Em outubro, pouco mais de um mês após a demissão de Enderson, Ricardo também foi desligado.

Deivid e Mazzuco

Com a mudança, Deivid se tornou diretor de futebol. Outra novidade à época foi a contratação de José Carlos Brunoro como consultor de futebol. Dois meses depois, sem que sua função tenha ficado muito clara ao torcedor, Brunoro deixou o clube.

O rendimento ruim na Série B, novamente aliado a movimentações malsucedidas no mercado, aumentou a pressão sobre Deivid. Mesmo contestado por parte da torcida, o dirigente foi mantido no clube por Sérgio, retornando à função de diretor técnico, mas continuando como figura ativa no departamento.

Para a cúpula de futebol chegou André Mazzuco, no início de janeiro deste ano. Responsável pela montagem do elenco no começo da temporada, aceitou uma proposta do Santos em maio. No mês seguinte, novamente com a diretoria pressionada, Deivid foi demitido. O vazamento de um áudio de uma conversa com um empresário foi o combustível final para a saída.

Pastana

Em junho, chegou Rodrigo Pastana. Responsável direto pela chegada do técnico Mozart e por uma série de contratações recentes, o diretor foi outro que não obteve sucesso.

As vindas de Vanderlei Luxemburgo, dias após Pastana ter negado qualquer contato com Vanderlei ou com outro técnico, e Ricardo Rocha mostram que o diretor de futebol perdeu prestígio no clube. A péssima campanha na segunda divisão nacional é o pano de fundo.

Fonte: Hoje em Dia

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