Dobradinha: Hulk representa o Galo na briga por artilharia e título da Libertadores na mesma edição

Conquistar a Libertadores sendo ainda o goleador da competição é algo que um clube brasileiro conseguiu em apenas sete dos seus 20 títulos em 58 edições (1966, 1969 e 1970 o Brasil não participou) disputadas a partir de 1960. Em 2021, a batalha por essa marca é acirrada e envolve praticamente todas as equipes do país que participam do torneio. E o representante atleticano é Hulk, vice-artilheiro com cinco gols, um a menos que Borja, do Atlético Junior, da Colômbia, e Gabriel, do Flamengo.

Sete dos oito grupos da Libertadores contam com um clube brasileiro. Palmeiras (A), Internacional (B), Fluminense (D), São Paulo (E), Flamengo (G) e Atlético (H) lideram suas respectivas chaves. Apenas o Santos é segundo colocado no Grupo C e único com mais risco de ficar fora das oitavas de final, onde Galo e Porco já estão garantidos, e os tricolores carioca e paulista, Colorado e Urubu muito próximos.

Desses sete clubes, cinco contam com jogadores na relação dos principais artilheiros, e além do Peixe, apenas o time do Morumbi não tem um representante.
O domínio brasileiro nesta fase de grupos aumenta o favoritismo do país na briga pela taça, sendo que três das últimas quatro edições foram conquistadas por um brasileiro.

Este cenário faz com que a dobradinha título e artilharia seja o objeto do desejo de alguns dos principais atacantes do futebol brasileiro na atualidade, com alguns deles tendo um motivo muito especial para buscar a façanha.

Estreia

O atleticano Hulk, de 35 anos, fez toda sua carreira no futebol europeu e joga a Copa Libertadores pela primeira vez. Ser campeão e artilheiro é escrever definitivamente seu nome na história do clube e da competição.

No título alvinegro de 2013, Jô alcançou essa façanha. Se Hulk a repetir, o Galo igualará o Flamengo, único clube brasileiro a ser campeão da Libertadores e ter o goleador do torneio por duas vezes (1981 e 2019).

Em 2019, o feito foi alcançado por Gabriel. Agora, ele tem duas marcas para buscar, pois pode ser o primeiro jogador de um clube brasileiro a ter artilharia e título da competição por duas vezes e, além disso, tenta melhorar sua posição no ranking dos maiores goleadores gerais do país no torneio. Atualmente, três bolas na rede o separam do Top 5, que é aberto por Jairzinho, com 21.

Esta lista tem Fred, do Fluminense, na terceira posição, ao lado de Célio, que fez história no Nacional, do Uruguai, com 22 gols, cada. Assim, o segundo maior goleador do time das Laranjeiras tem a chance de se isolar e até mesmo de tomar o segundo lugar de Palhinha, com 25 gols.

A primeira posição pertence a Luizão, com 29, sete a mais que Fred e 11 de vantagem em relação a Gabriel, que tem apenas 24 anos e se seguir no futebol brasileiro tem grandes chances de assumir a ponta do ranking.

Outros

Thiago Galhardo, do Internacional, que deixou escapar a artilharia da Série A de 2020, tenta agora igualar o feito de Fernandão, em 2006. Já Rony, do Palmeiras, busca incluir o clube, que é bicampeão da Libertadores (1999 e 2020), na lista dos brasileiros que levantam o caneco contando com o goleador.

Até agora, a edição de 2021 caminha para um domínio brasileiro. Não só na briga pela taça, como também pelo posto de artilheiro. E o Atlético, de Hulk, está forte nesta batalha.

 

Fonte: Hoje em Dia

 

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