‘Vilão’ de Cruzeiro e América, Amarildo vive momento mágico na Caldense e revela pedido a Lisca

“Amarildo é um cara muito família. Um menino de Paranavaí, interior do Paraná, que a família inteira tem ligação com o futebol. Meu pai, que também é Amarildo, também foi jogador profissional lá no meu Estado. Meu irmão Marcos Paulo também chegou a jogar no Palmeiras B, CRB, de Alagoas, e em outros times. Minha mãe e minha irmã sempre me apoiaram bastante”. São com estas palavras que o atacante da Caldense, carrasco de Cruzeiro e América no Campeonato Mineiro, se apresenta.

Vivendo dias mágicos, o jogador de de 22 anos já fez história com a camisa da Caldense, mesmo com pouco  tempo de casa. Contratado em dezembro pela Veterana, quando atuava pelo Maringá, Amarildo quebrou dois tabus importantes para o time de Poços de Caldas: o primeiro, contra a Raposa. Na vitória por 1 a 0, ele foi o autor do gol que quebrou um jejum de 26 anos sem vitória sobre a equipe celeste em BH. Quando isso aconteceu, o atacante nem nascido era.

américa caldense

Mourão Panda/América

O outro foi contra o América, no último sábado (13). Pelo mesmo placar e também com gol de Amarildo, o time do Sul de Minas bateu o Coelho em plena Arena Independência, algo que não acontecia há 16 anos.

“Fazer gol no Mineirão, no Fábio, no Cruzeiro, é a realização de um sonho. Eu só via na TV. Está sendo até difícil dormir após os jogos. Realizar isso no Mineirão, que é um estádio histórico, está sendo maravilhoso e já está marcado na minha vida. Quebrar dois tabus longos e contra dois gigantes (Cruzeiro e América), foi muito especial”, conta ao Hoje em Dia.

Perguntado sobre o papo que teve com Lisca no Independência, que levou muitos a crerem que seria um convite do treinador para que trocasse de lado, Amarildo explica. Foi apenas um recado que o pai mandou ao treinador do Coelho.

“Eu que fui falar com o Lisca. Todo mundo me perguntou. Meu pai, por ter a escolinha na cidade (Paranavaí) e ter trabalhado como treinador da base, é bastante fã do trabalho do Lisca. Fui passar um recado do meu pai pra ele e pedir para que ele gravasse um vídeo após o jogo”, esclarece o atacante. Pela correria, porém, ele não conseguiu o “presente” do comandante americano.

História no futebol

Apesar dos 22 anos e de ainda buscar seu espaço no mundo da Bola, Amarildo tem rodagem importante no futebol. Dando os primeiros passos na escolinha do pai, na cidade-natal, ele saiu de casa pela primeira vez aos 11 anos, rumo ao interior paulista.

“Saí pela primeira vez da minha cidade para jogar no América de São José do Rio Preto, no Paulista Sub-11, por indicação do Zeca, que hoje está no Vasco. Ele me indicou para o treinador. Depois, fui fazer teste nas categorias de base do São Paulo. Passei, mas não tinha idade para morar lá. Fui para o Mogi Mirim, pois meu irmão também estava jogando lá, até dar a idade de alojar no São Paulo. Ganhei vários títulos lá. Fui para o Red Bull Brasil, onde subi para o profissional”, relembra o atacante.

“Em 2019 fui para os Estados Unidos (jogar pelo New York Red Bulls). Foi uma experiência muito diferente, pela cultura, língua… eu era o único brasileiro do time. Amadureci bastante, pois não tinha ninguém para dividir as coisas e também para me adaptar ao estilo de futebol deles. Voltei de lá, joguei no Maringá. Conseguimos o acesso para a Primeira Divisão e vim para a Caldense. É o primeiro campeonato estadual grande que disputo”, finaliza.

Com 8 pontos, a Caldense é a terceira colocada do Mineiro e, assim como o líder Atlético, ostenta invencibilidade na competição.

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