Análise: Atlético-MG apresenta repertório monótono, e gol no fim não apaga resultado ruim

Galo apresenta futebol ruim após mais de duas semanas sem jogos; time ainda depende muito do talento individual de Keno e apresenta pouco repertório na briga pela ponta da tabela

Antes de entrar em campo pela primeira vez em 2021, o Atlético-MG viu pela TV dois de seus principais concorrentes (São Paulo e Flamengo) somarem duas derrotas seguidas, cada. Contra o Bragantino, o Galo tinha a chance de encostar novamente na liderança. Porém, os oito dias seguidos de treinos, tempo vasto de descanso e aperfeiçoamento, moldaram um time em baixo ritmo, que conseguiu arrancar um gol no fim para evitar a derrota.

De qualquer forma, o empate por 2 a 2 diante do Bragantino (veja os lances acima) precisa ser considerado ruim, mesmo na circunstância em que Hyoran fez o gol da igualdade aos 54 minutos do segundo tempo, em um pênalti visto pelo VAR em cima de Guilherme Arana. São seis pontos de distância para o primeiro colocado, com um jogo ainda por fazer. O Atlético fica na terceira colocação, numa disputa apertada por G-4. E o futebol precisa evoluir.

Eduardo Vargas e Jefferson Savarino em Bragantino 2x2 Atlético — Foto: Divulgação/Atlético

Eduardo Vargas e Jefferson Savarino em Bragantino 2×2 Atlético — Foto: Divulgação/Atlético

No Nabi Abi Chedid, a equipe começou de forma avassaladora. Antes do primeiro minuto de jogo, Vargas acertou o travessão em jogada de Savarino. Seria a única aparição chamativa do chileno. Allan também teve um chute de média distância defendido por Cleiton. Depois, pouca inspiração.

O Atlético voltou a ser dependente da luz de Keno na ponta-esquerda. Perigoso no mano a mano, sempre é a peça procurada pelos zagueiros e volantes na ligação direta. Foram 32 cruzamentos totais na partida, de forma ofensiva. Assim, o Galo conseguiu o primeiro empate, quando Keno passou a ser melhor assistido por Arana, no segundo tempo, algo que não aconteceu no primeiro.

Faltou ao Atlético uma maior comunicação entre todos os setores, com a bola no pé. Sem ela, o sistema de marcação segue bastante frágil. O Bragantino abriu o placar no fim do 1º tempo em lançamento de Helinho, com erro de leitura de Guga e Réver. O volante Ryller cabeceou livre.

Não tão livre, mas também mal marcado, o lateral Edimar também foi outro a aproveitar o erro aéreo – desta vez de Junior Alonso, em atuação bem fraca. Quando o torcedor do Galo já se preparava para lamentar mais uma derrota, veio o pênalti em Arana. Hyoran converteu com perfeição, conseguiu uma boa atuação – mesmo tendo falhado no lance que originou o escanteio do gol de Edimar.

Mas a sensação do resultado não é de alívio. Pelo contrário, a tendência é de pressão para buscar vitórias fora de casa e também com a apresentação de desempenho convincente. Em período de tropeços importantes de Flamengo e São Paulo, o Atlético vê o Internacional atingir sequência de vitórias que não chega ao Galo desde agosto (cinco triunfos).

Para quem teve 15 dias livres de jogos, para recuperar o fôlego, aparar arrestas, e apresentou um futebol pobre, serve de alento o fato de Atlético agora ter quatro jogos em 11 dias (Atlético-GO, Grêmio, Vasco e Santos).

Da redação:ge

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