Pelas circunstâncias e vacilo em gol oriundo de lateral, Lisca avalia empate do América-MG como “bom, não ideal”

Técnico admite que gol do Palmeiras no fim do primeiro tempo abalou confiança, mas destaca poder de superação do Coelho em meio a desfalques e maratona

Nos primeiros 90 minutos da semifinal da Copa do Brasil, jogando em São Paulo e com desfalques, o América-MG empatou por 1 a 1 com o Palmeiras e, na próxima quarta-feira, precisa de uma vitória simples, em casa, para ir à grande decisão. À primeira vista, o resultado é excelente. Lisca, porém, o considera apenas “bom”, especialmente pelo vacilo do Coelho no gol marcado pelo Palmeiras, no fim do primeiro tempo, após cruzamento em um arremesso lateral.

Apesar de lamentar o gol marcado pelos donos da casa, Lisca valorizou muito a valentia do América e pontuou vários desafios que o time teve que enfrentar no Allianz Parque.

  • Desfalques

– Cumprimentar o grupo pela valentia, pela entrega, poder de superação. Não é segredo pra ninguém que estamos com alguns desfalques de jogadores importantes, como o Diego (Ferreira), João Paulo, Zé (Ricardo), Alê. O Felipe (Azevedo) saiu com menos de 25 minutos. De 10 jogadores de linha, são cinco que vinham jogando mais e que hoje a gente não pôde utilizar, e o grupo manteve um padrão.

  • Qualidade do elenco adversário

– Tem um adversário que é muito qualificado, tem jogadores de alto investimento, um banco fortíssimo. Entrou Viña, entrou Luiz Adriano, entrou Lucas Lima. Nós já estávamos sem cinco jogadores. Nós não temos o nível de investimento que o Palmeiras tem, então temos superação, qualidade no nosso grupo também, cada um no seu nível, mas uma resposta muito interessante dos nossos jogadores.

Palmeiras x América-MG — Foto: Marcos Ribolli
  • Gramado sintético

– Também sentimos um pouco o gramado. É um gramado totalmente sintético, muito diferente do campo natural. Nós nunca tínhamos jogado, não treinamos nesse gramado. O pique da bola é diferente, aceleração diferente, o passe. Tudo é diferente. O Palmeiras tem um retrospecto enorme dentro de casa. Nos últimos nove jogos, foram nove vitórias, (esse foi) o primeiro empate deles. Se a gente olhar os placares, é 3 a 0, 2 a 0, 4 a 0, 5 a 0. Os times realmente sentem. Na Arena do Corinthians e na arena do Athletico-PR as gramas são mistas, mais parecidas com a grama natural. Essa é totalmente sintética. Claro que com uma qualidade enorme, um cuidado enorme, mas o jogo muda.

– O Palmeiras tem sabido usar o fator casa. Por todos os aspectos, mas principalmente pelo piso. Realmente é muito diferente de todos os outros que têm o sintético também. E eles estão adaptados, eles têm o sintético no CT também. É difícil jogar com eles ali, muito difícil.

  • Cansaço

– O cansaço também pegou. Vários jogadores sentiram a perna puxando. Sávio sentiu, Flávio, até pela diferença do terreno, onde eles não estão acostumados a jogar. Acho que foi isso. O Palmeiras se adiantando mais, a gente sentiu um pouco a maneira como tomamos o gol e também a maratona de jogos. A maratona é uma coisa impressionante. Faz três meses praticamente que a gente não tem semana pra treinar.

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