Sérgio Coelho explica chegada à presidência do Atlético-MG e crava propósito: “Ganhar títulos”

 

O presidente eleito Sérgio Coelho, que irá comandar o Galo no próximo triênio 2020-2021. O empresário retorna ao dia a dia do clube após 14 anos de distância, sendo o nome de consenso do grupo de investidores/apoiadores que auxiliam até financeiramente o clube a caminhar.

Após um passado de dificuldades, com briga contra o rebaixamento e até mesmo a própria queda em 2005 para a Série B, Sérgio Coelho tirou “férias” do Atlético e voltou a ser um torcedor. Viu o clube crescer, superar dificuldades e até mesmo aproveitar legados (como a Cidade do Galo) da gestão em que foi um dos cabeças. Agora, retorna para seguir um trabalho de consolidação financeira e para deixar um legado quando se despedir:

“É assim que quero ser visto lá na frente. Nosso propósito número um é ganhar títulos. O Atlético vive para isso”

O mandatário comentou sobre o processo no qual o elegeu o “nome de consenso” para encabeçar a chapa única do pleito. Tem o apoio de Ricardo Guimarães, Renato Salvador, Rubens Menin e Rafael Menin, o grupo dos 4 R’s, ou o colegiado. Sérgio e Renato foram vice de Ricardo na presidência do Galo. Rubens e Sérgio compartilham trabalhos filantrópicos.

– Eles me chamaram para participar do grupo, que está construindo a arena e etc. Eu aceitei participar como integrante do grupo que ajuda o Atlético, os apoiadores que são eles. No decorrer dos meses, houve mudança e o Sérgio Sette Câmara desistiu da candidatura dele, por motivos pessoais. E eles me chamaram para ser candidato. Eu refleti bastante, discuti com família e amigos. Analisamos os pontos positivos e negativos. E com o apoio deles, decidi aceitar. O processo foi dessa forma – diz o presidente eleito.

Ainda que tomará posse apenas em 4 de janeiro, Sérgio Coelho já tem uma rotina totalmente traçada para o Galo. Já teve os primeiros contatos com Jorge Sampaoli (cujo contrato é desejo de renovação) e o elenco. Viajou para o Morumbi na partida diante do São Paulo e se comunica diretamente com os departamentos do Atlético.

“A questão de tempo, realmente o Atlético é full-time. Tenho minhas empresas e outra atividades para conciliar, mas vivendo 100% o Atlético, tendo ele hoje como prioridade”

Na entrevista, Sérgio Coelho admite que não imagina voltar ao Atlético na condição de presidente, depois da despedida em 2006, quando era o vice de futebol em momentos turbulentos dentro de campo. Ele citou, entretanto, que sua saída há 14 anos foi em uma situação mais cômoda – ou menos preocupante – de quando entrou na direção, em 1998/1999.

Lembrou da época em que o Galo precisava alugar campos para treinar e os diretores pagavam insumos básicos do próprio bolso, como o café da manhã das categorias de base, pois havia dívida do clube com panificadora. Algo totalmente fora da realidade do clube na segunda década do novo milênio, ainda que os problemas financeiros – de outra ordem – ainda estejam no cotidiano.

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