Cruzeiro vence Caldense, mas dá adeus ao Campeonato Mineiro na primeira fase

Equipe celeste chegou ao segundo triunfo sob o comando de Enderson Moreira, mas resultado não foi suficiente para vaga

Enderson herdou heranças difíceis de seu companheiro Adilson Batista. A desorganização apresentada pela Raposa em um início de ano turbulento não passaria impune. E o resultado veio bem no Estadual, torneio que o time ostentava dois títulos seguidos. Desde 1957, a Raposa não sabia o que era figurar fora dos quatro primeiros colocados. Aconteceu de novo na noite desta quarta-feira. O Cruzeiro chegou à segunda vitória sob o comando de Enderson Moreira, triunfo por 1 a 0 sobre a Caldense, fora de casa, em Poços de Caldas, mas o resultado foi insuficiente para o time estrelado.

Pela primeira vez desde 2004, o Cruzeiro se ausentará da fase final do Mineiro no atual formato, com a primeira fase classificatória em turno único e mata-matas posteriormente. Restou ao time celeste a inglória disputa do Troféu Inconfidência, uma competição do 5º ao 8º colocados no Mineiro. Algo que não estava em nenhum dos planos da Raposa, mesmo sabendo das limitações para esta temporada.

É impossível analisar Caldense x Cruzeiro sem falar do gramado do Ronaldão. As imagens da partida do fim de semana, quando a Caldense encarou o Tupynambás, já eram preocupantes. E pouco antes de a bola rolar na noite dessa quarta-feira já era possível confirmar que seria difícil. O estádio precisou até de um caminhão pipa para irrigar o gramado. E a bola sofreu com os quiques a cada passe ou tentativa de finaliação. O relvado do Ronaldão foi um personagem ativo do duelo decisivo que se desenrolava em Poços.

Era esperado que o Cruzeiro tomasse a iniciativa. A corda estava no pescoço da Raposa. Foi assim nos 15 primeiros minutos da etapa inicial, tanto que o gol de Régis saiu justamente aos 14. Uma bela virada do camisa 10, que depois emendou um forte chute no canto esquerdo do goleiro Alyson. Estava aberto o placar.

Mas, pouco a pouco, a Caldense foi conseguindo igualar o jogo. Nem tanto em sustos a Fábio, mas conseguindo dominar as ações de um Cruzeiro que dependia muito de Régis na criação e pouco efetivo nas jogadas pelas pontas com Stênio, na direita; e também Maurício, na esquerda, que retornou ao time para o jogo decisivo. Faltou profundidade à Raposa, que ainda perdeu Moreno, com dores nas costas e se deparou com um bom time da Veterana, não à toa dona de uma das melhores campanhas do torneio.

A tentativa de correção por parte de Enderson nesse quesito aconteceu ainda no intervalo, com o técnico sacando Stênio e mandando a campo o jovem Welinton. O impasse nas beiradas de campo da Raposa reflete bem a necessidade que o time terá de buscar nomes no mercado para suprir essa carência, algo que é falado desde a época do conselho gestor.

O desenrolar do segundo tempo mostrou o time celeste encontrando muitas dificuldades na criação de jogadas e foi pouco efetivo para assustar a Caldense, muito mais segura e ciente do drama do Cruzeiro. A ansiedade e poucas opções foram nítidas. Ao time celeste, o vexame. Um quinto lugar que reflete muito as dificuldades que a Raposa teve desde o início do Estadual, seja com as idas e vindas de jogadores, e também com a falta de um plano de jogo. Reflexos que agora precisarão ser corrigidos por Enderson, que terá um longo trabalho pela frente. À Caldense, a classificação para a semifinal para pegar o Tombense, líder do Estadual.

 

SuperFC

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