Cruzeiro abre mão de cota da Série B e aposta em mais grana via pay-per-view

TV paga R$ 6 milhões de forma igual para todos na Segunda Divisão; em 2019, Cruzeiro faturou cerca de R$ 40 milhões com pay-per-view, valor que depende dos pacotes comprados por cruzeirenses 

O Cruzeiro abriu mão da cota fixa que teria direito na Série B do Campeonato Brasileiro e vai apostar suas fichas numa arrecadação bem maior via pay-per-view. Mas, para isso, precisará da participação dos torcedores, com a compra dos pacotes de transmissão.

“O Cruzeiro não optou em receber a cota. Vai receber um percentual variável de acordo com a venda de pay-per-view. Vendendo um pouco mais de pay-per-view, a tendência é melhorar nossa receita estimada”, explicou o presidente eleito do Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues, em entrevista à uma rádio de BH.

A opção pelo pay-per-view, de certa forma, alivia os prejuízos quando um grande clube é rebaixado. Antes do novo modelo (que passou a valer no ano passado, com vigência até 2024), quando um grande clube caía, ele ainda tinha o direito de receber na Série B o mesmo montante que a Série A pegava. Mas isso acabou.

A cota fixa da Segundona é de R$ 6 milhões, mais R$ 2 milhões em despesas logísticas. No ano passado, o Cruzeiro arrecadou pouco mais de R$ 40 milhões em pay-per-view, segundo levantamento do jornalista Rodrigo Mattos, do site UOL, no fim do ano passado.

Esse valor pode ter variado para mais ou para menos dependendo da consolidação dos dados do Grupo Globo, dono do canal Premiere, que previa uma distribuição total de R$ 650 milhões. Flamengo e Corinthians são os que recebem as fatias maiores, por causa do tamanho de suas torcidas.

Até o ano passado, os recursos da TV eram divididos de acordo com uma pesquisa encomendada pelo próprio canal mas, a partir de 2020, passa a valer o cadastro geral dos torcedores que compram os pacotes. O Cruzeiro teria números semelhantes aos do rival Atlético.

O blog do jornalista Mauro Cezar, no UOL, informou, no mês passado, que um executivo do setor estimava uma queda entre 8% e 12% na compra de pacotes do pay-per-view por causa da interrupção dos campeonatos. Mas, como explicou o presidente Sérgio Rodrigues, a tendência é que as assinaturas voltem ao normal quando os torneios recomeçarem. Normalmente, os pacotes incluem jogos das Séries A e B.

SuperFC

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