Galo é cobrado em R$ 43 milhões em sete ações trabalhistas nos últimos 6 meses

Departamento jurídico do clube acha o montante normal diante do tamanho do clube; casos são analisados individualmente e acordos são tentados antes e durante os processos

Elias, Maicon Bolt, Adilson, Uilson, Robinho, o técnico Levir Culpi e até o fisioterapeuta Rômulo Frank. Todos esses profissionais acionaram o Atlético na Justiça do Trabalho, nos últimos seis meses. Juntos, eles cobram R$ 43 milhões do Galo, entre salários não pagos, premiações, danos morais e solicitações mais controversas, como adicional noturno e dobras por domingos e feriados trabalhados. Bolt, sozinho, pede R$ 20 milhões.

Embora muitos casos tenham surgido ultimamente, o que, de certa forma, arranha a imagem do clube, o departamento jurídico atleticano vê a quantidade de processos como normal, dado o tamanho da instituição.

“Há esse mito (de dano à imagem), mas se você pensar proporcionalmente é um número relativamente reduzido para um clube das dimensões do Atlético. Faz parte. O jurídico é o final do problema. É lógico que a administração precisa fazer uma reflexão, quando determinadas reclamatórias surgem”, pondera o vice-presidente Lásaro Cunha.

Ações judiciais acontecem quando não há acordos em negociações preliminar. “Ainda assim existem conversas. O jurídico se atém ao caso e procura fazer a melhor defesa possível. Eventualmente caminha. Às vezes, o advogado está querendo fazer uma proposta, a gente leva à direção e faz as avaliações”, ressaltou o vice atleticano.

O caso do ex-volante Adilson, que precisou se aposentar por uma problema cardíaco, é um deles. Por convite da diretoria, ele continuou fazendo parte da comissão técnica no ano passado mas acabou dispensado no início de 2020.

Ele tinha contrato como jogador até 2021 e o clube, a princípio, o Atlético tinha dito que iria honrar os vencimentos, mesmo com a mudança de função. A situação, no entanto, criou um conflito já que Adilson passou a exercer um trabalho de auxiliar técnico com padrões salariais bem superiores aos demais profissionais da comissão.

Em sua ação judicial, Adilson pede R$ 11,6 milhões. “O caso do Adilson é complicado. O clube fez tudo o que podia ser feito. Não vou discutir se ele pode ou não reivindicar. O que ele queria é totalmente fora de propósito. Eu trato todas as pessoas que tratam ações com o clube com muito respeito, exceto quem exagera”, pondera Lásaro.

Últimas ações na Justiça do Trabalho contra o Atlético:

Dezembro/2019
Robinho – R$ 4,9 milhões
Levir Culpi – R$ 1,6 milhões

Janeiro/2020
Adilson – R$ 11,6 milhões

Abril/2020
Uilson – R$ 1,6 milhão
Maicon Bolt – R$ 20 milhões
Rômulo Frank – R$ 533 mil

Maio/2020
Elias – R$ 2,7 milhões

SuperFC

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.