Galo fará sua própria operação de jogos na Arena MRV; shows ficam com experts

Intenção do Atlético é que o próprio clube faça a operação das partidas; no caso dos eventos, empreendedores entendem que há empresas com expertise no mercado para fazer a captação

Enquanto as máquinas começam a revirar o terreno da Arena MRV, no bairro Califórnia, região Noroeste da capital, o gestores do empreendimento já pensam no futuro operacional do estádio. Como a arena será 100% do clube, o Atlético entende neste momento que ele mesmo deve fazer operação em dias de jogos.

Em diversos estádios de futebol que surgiram no país após o advento da Copa do Mundo, em 2014, muitas arenas foram entregues à administração de empresas privadas. Como casos regionais, temos a Minas Arena, no Mineirão, e a Luarenas, no Independência.

Sobre a produção de eventos, o clube tem outra ideia. A intenção é que especialistas na área façam a gestão de shows, conferências e demais ações na Arena MRV. “A ideia inicial é que a SPE (sociedade de propósito específico) da Arena faça a operação (dos jogos). Mas existem vários pontos da parte comercial que precisam ser colocados com especialistas. A busca pra eventos, shows, tem que ser com empresas ou pessoas especialistas nessa captação comercial”, explica Bruno Muzzi, CEO do estádio alvinegro.

Para fazer a bola rolar na nova casa, o Atlético deve criar um equipe de operação, que envolve diversos serviços. Tudo é estudado sob o ponto de vista econômico. “A operação em si não vejo necessidade de terceirização. Mas é uma decisão a ser tomada um pouco mais à frente. Mas a ideia é que a operação seja do clube e a captação (de eventos) seja pensado com cautela, isso que mantém o estádio viável financeiramente”, destaca Muzzi.

Em 2017, quando o estádio foi aprovado, a coluna Chuteiras e Gravatas, do Super FC, revelou que o clube tinha uma oferta de R$ 40 milhões anuais de uma produtora de renome para que a arena possa receber atrações nacionais e internacionais.

Isso, no entanto, será tratado mais adiante. Para a elaboração do projeto arquitetônico, a Farkasvölgyi Arquitetura ouviu empresas do segmento para que a arena atendesse as necessidades dos produtores, como vias de acesso para carretas, geradores, bares e banheiros próximos do campo.

Em resumo, o Galo cuidaria só do ramo futebol e, empresas especializadas, dos grandes eventos. “São empresas que têm essa expertise na condução de eventos. Talvez ela mesma consiga verticalizar e produzir shows e eventos para a arena. É um business totalmente especializado”, explica Bruno Muzzi.

Super.FC

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