Há dez anos, Marques fazia com a camisa do Atlético o último jogo da carreira

Ex-atacante não teve jogo de despedida com a camisa alvinegra

Um dos grandes ídolos da torcida do Atlético, o ex-atacante Marques completa nesta terça-feira, 5 de maio, dez anos desde a sua última partida como profissional. O último jogo do ex-camisa 9 foi a derrota para o Santos, por 3 a 1, no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, na Vila Belmiro. No duelo, que marcou a eliminação do Galo na competição, ele entrou em campo no segundo tempo, no lugar do lateral-esquerdo Júnior.

Ele chegou a ficar duas vezes no banco de reservas no início do Campeonato Brasileiro de 2010. No dia 19 de maio, o jogador informou que não teve o contrato renovado pelo presidente Alexandre Kalil e encerrava a carreira naquele momento. A intenção do ex-atacante era ter o vínculo ampliado até o fim da temporada.

“Eu fiquei decepcionado, porque eu dava como certa a renovação, como sempre foi a minha vida aqui no Atlético, nunca teve problema. Mas o Vanderlei (Luxemburgo) vetou, e agora é seguir minha vida, tenho outros projetos”, disse Marques, à época, em entrevista ao Superesportes.

Marques estava em sua terceira passagem pelo Galo. Chegou ao clube em 1997. Nos anos seguintes, tornou-se um dos mais importantes jogadores do time. No final de 2002, deixou o Atlético e foi para o Vasco. Três anos depois, estava de volta, mas, com o rebaixamento do time no Campeonato Brasileiro, transferiu-se no ano seguinte para o futebol japonês. O retorno final foi em 2008, ano do centenário alvinegro. Foram 386 jogos com a camisa atleticana e 133 gols.

O último gol aconteceu três dias antes da última partida. Na vitória por 2 a 0 sobre o Ipatinga, no Mineirão, ele marcou o segundo do Galo, que garantiu de vez a conquista do Campeonato Mineiro daquele ano. Com a camisa do Atlético, ele conquistou a Copa Conmebol de 1997 e três estaduais: 1999, 2000 e 2010.

Marques tinha um último pedido quando deixou o Atlético: um jogo de despedida. “Pô, seria o Corinthians, sem dúvida. Seria legal esse momento junto com o Corinthians. Seria uma homenagem muito especial, com certeza. É legal pra mim, é legal para o torcedor que, de repente, quer me ver vestindo a camisa do Atlético pela última vez, numa festa bacana. Seria maravilhoso. Então vamos esperar o que o Atlético quer. A gente, de repente, pode conversar sobre uma festa. Seria marcante para mim e principalmente para o torcedor, que vai estar se despedindo de um cara que honrou a camisa, que se sacrificou pela camisa. Ele (torcedor) sabe disso e ele reconhece todo esse esforço que eu fiz”, disse à reportagem.

Dez anos passaram-se desde o último de jogo de Marques e a partida de despedida nunca aconteceu. Depois a aposentadoria, o ex-atacante se aventurou na política, sendo eleito deputado estadual de Minas Gerais pelo PTB, com 153.200 votos.

No fim de 2017, Marques voltou a trabalhar no Atlético. Após a eleição de Sérgio Sette Câmara, ele foi anunciado como coordenador das categorias de base do clube. No fim de outubro de 2018, foi promovido a diretor de futebol após a demissão de Alexandre Gallo.

Ele ficou no cargo até abril de 2019, quando Sette Câmara contratou Rui Costa para a função. Marques, então, passou a ser gerente de futebol. Em fevereiro deste ano, após eliminação vexatória do Galo na Copa do Brasil para o Afogados-PE, ele foi demitido ao lado de Rui e do técnico venezuelano Rafael Dudamel.

Superesportes

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