Tempo Esportivo – 28 de Dezembro de 2019

Créditos: FIFA/Getty Images

A final disputada pelo Flamengo como representante sul-americano no Mundial de Clubes, deu ao Brasil a oportunidade de voltar ao topo do ranking de conquistas por país na história do torneio. Líder isolado em 2012, com o último título conquistado pelo Corinthians, o país teve a chance de levar o 11º troféu e igualar a Espanha.

O futebol espanhol vinha dominando as últimas cinco edições de Mundial de Clubes, com quatro títulos do Real Madrid (2014, 2016, 2017 e 2018) e um do Barcelona (2015). Foi um salto do quarto para o primeiro lugar num curto período. Agora, o Mundial voltou para a Inglaterra, que passou a ter 03 conquistas.

O posto de líder na contagem por países foi da Argentina durante boa parte da história. Em 2003, com o último título do Boca Juniors diante do Milan, o país chegou a nove e abriu dois de frente para o vice-líder. No entanto, de lá pra cá eles não tiveram mais conquistas e viram brasileiros e espanhóis ultrapassarem.

No total, o destaque negativo vai para o baixo número de conquistas da Inglaterra, dona de 13 títulos da Liga dos Campeões da Europa, mas com apenas três mundiais, sendo dois do Manchester United (1999 e 2008) e agora o primeiro do Liverpool.

O futebol sul-americano tinha mais conquistas quando o Mundial era decidido apenas entre as equipes representantes da Conmebol e da Uefa, no chamado Torneio Intercontinental. Na “era Fifa”, a partir do ano 2.000, porém, os europeus tomaram conta, ultrapassaram e ainda abriram boa distância.

Sobre a final deste ano, após conquistar o inédito título do Mundial de Clubes para o Liverpool, o goleiro Alisson fez questão de dar um depoimento como um brasileiro. E, em tal condição, o jogador enalteceu o papel do Flamengo na decisão do torneio, vencida pelos Reds por 1 a 0, na prorrogação. O melhor atleta do mundo em sua posição, elogiou o Rubro-Negro e disse que a atuação na partida valoriza o futebol jogado no Brasil. “As outras equipes estão muito atrás do Flamengo. Existem algumas equipes que estão ali no topo, o Santos, o Palmeiras, o Athletico-PR, que ganhou a Copa do Brasil. O próprio Inter tem muito a melhorar, o Grêmio está em um bom nível. Mas a gente tem muito a melhorar ainda”, completou o goleiro.

Sobre a fala de Alisson, só nos resta concordar, mesmo sabendo que o principal motivo da discrepância esportiva entre Europa e América do Sul, continue sendo o abismo financeiro que separa os dois continentes. Embora dentro de campo a partida entre brasileiros e ingleses tenha sido bastante equilibrada, é inegável que a distância brutal de orçamentos e de investimentos nos departamentos de futebol das agremiações segue desequilibrando qualquer análise técnica, por mais que se tente fazê-la!

Por Álvaro Vilaça

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.