Tempo Esportivo

1º Tempo

O Atlético não se encontra mais no Campeonato Brasileiro e a queda livre na tabela de classificação segue o curso que já dura cinco rodadas consecutivas. Nem mesmo o temido Estádio Independência consegue ajudar o time que naufraga rumo à parte de baixo da tabela da competição. Para um elenco limitado brigar por título brasileiro ou entre os primeiros colocados, as variáveis que determinam sucesso no futebol precisam colaborar. Entenda-se como variáveis, os termos “sorte e falta de inspiração dos adversários”. E contar com a sorte, atrelada à possíveis más apresentações dos rivais é uma combinação que geralmente não dá certo. O Galo teve ela ao seu lado em alguns momentos, mas era de se esperar que ela não acompanharia o time até o fim. E aí vem o choque de realidade dos últimos cinco jogos do Brasileirão. O Galo não tem elenco para brigar na parte de cima do campeonato. Fato!

O treinador Rodrigo Santana, que também tem parcela de culpa na má fase que o Galo atravessa, está certo na afirmação, quando diz que Jair faz muita falta ao time e que o Atlético sofre demais quando o jogador não atua. O time sente, sim, muita falta do seu volante titular, afastado dos gramados por causa de uma lesão muscular. Assim como sentiu e segue sentindo falta de outros jogadores em outros momentos: Luan, Cazares, Geuvânio, Otero, Ricardo Oliveira, Fábio Santos, Vinícius Goes, dentre outros……onde foi parar o futebol dessa turma? Ou realmente eles jogam só isso? Se a resposta for “sim” e tudo leva a crer que é, fica evidenciado que o elenco atleticano está “na conta do chá” e grupo limitado raramente se sustenta na parte de cima da tabela. Na verdade, novos revezes poderão levar o clube a se preocupar, inclusive, com os adversários da parte de baixo, que, aos poucos, vão se aproximando do Galo, nono colocado ao final do primeiro turno, com 27 pontos!

Sérgio Sette Câmara assumiu a presidência do Atlético quase dois anos atrás e disse, desde o primeiro momento, que seriam anos de austeridade, sem grandes investimentos, para colocar a casa em ordem. Contudo, o que se vê hoje, é um time sem qualidade, sem ambição e o clube, como um todo, vivendo as mesmas dificuldades administrativas de sempre.

Cuidado, presidente, para não perder, aos poucos, o maior patrimônio deste clube, o torcedor!

2º Tempo

O Campeonato Brasileiro é disputado por pontos corridos desde 2003, no entanto, o formato com 20 times só foi oficializado em 2006. Nos anos anteriores, a competição foi disputada por mais equipes.

A derrota para o Palmeiras fora de casa, no final de semana passado, fez com que o Cruzeiro atingisse sua pior campanha de primeiro turno no atual formato de disputa do Campeonato Brasileiro, somando apenas 18 pontos. O pior retrospecto da equipe celeste, até então, havia acontecido em 2016, quando o time conquistou 19 pontos:

ANO POSIÇÃO PONTOS

2006         8º               27

2007         3º                32

2008        2º                36

2009        14º              22

2010         6º               31

2011          7º               27

2012          9°               28

2013          1º               40

2014          1°               40

2015         14º             22

2016         18º            19

2017          7º             27

2018         8º             26

2019         16º            18

Ocupando a zona de rebaixamento, após o encerramento do primeiro turno e sem ter possibilidades financeiras de buscar reforços, somente com muito trabalho, união e humildade a equipe conseguirá escrever uma história diferente no returno, evitando assim, um desastre sem precedentes em sua história.

Está provado, mais uma vez que, problemas extracampo interferem na desenvoltura de qualquer clube de futebol profissional. A tranquilidade precisa vir de quem comanda, porque senão o fardo torna-se pesado demais para o grupo. De toda forma, há um turno inteiro pela frente e o Cruzeiro ainda pode reescrever a sua história dentro do Campeonato Brasileiro. Elenco para isso tem e de sobra!

Por Alvaro Vilaça

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