Dedé cumpre rotina normal de treinamento e aguarda apenas aval de comissão técnica e DM para voltar a jogar pelo Cruzeiro

Recuperado de lesão, zagueiro tem se destacado em atividades coletivas

Bola rolando na Toca da Raposa II. Titulares e reservas se enfrentam em treinamento coletivo. De um lado, Leo e Digão formam dupla de zaga. Do outro, Dedé e Manoel. Em lançamento de Robinho, da equipe principal, para Arrascaeta, Dedé dá um pique, passa à frente do uruguaio, recupera a bola e sai jogando com tranquilidade. Assim ele faz durante todo o trabalho: corre, orienta, desarma, vai para a área adversária tentar o cabeceio. Tais situações têm sido rotina no clube.

Nem parece que Dedé está há quase nove meses sem disputar uma partida oficial. Do ponto de vista clínico, o camisa 26 já se livrou totalmente do edema ósseo que sofreu no joelho esquerdo, em junho de 2017. À época, a justificativa para o problema foi a sobrecarga feita pelo próprio atleta na perna, uma vez que ele machucara o joelho direito ainda em 2014 e, desde então, convivido com várias complicações.
É justamente o histórico fora dos gramados que deixa o departamento médico mais cauteloso com Dedé. Embora o jogador esteja desenvolto nos treinos, não existe uma pressa para acelerar sua volta aos gramados. O próprio técnico Mano Menezes, em recente entrevista coletiva, detalhou os planos para o zagueiro.
“Nós estamos na última etapa de preparação do Dedé. Temos um pouquinho mais de cuidado em função das circunstâncias anteriores que todos sabem. Acho que ele merece isso e a gente quer fazer desse retorno o retorno definitivo do Dedé aos campos sem novas ausências. Então temos que ter cuidado com isso. Temos um planejamento para Dedé, e logo ele fará parte das relações”.
Dedé se lesionou pela primeira vez em 5 de novembro de 2014, quando o Cruzeiro empatou por 3 a 3 com o Santos, na Vila Belmiro, pelo jogo de volta das semifinais da Copa do Brasil. Nesse confronto, o atleta havia completado a partida de número 85 pelo clube, com oito gols marcados.
Depois que sofreu a enfermidade, Dedé retornou oficialmente aos campos em duas oportunidades: fez seis partidas em 2016 e sete em 2017 (marcou um gol). Os 13 jogos representam menos de 6% dos 219 confrontos realizados pelo Cruzeiro nesse intervalo. A maior parte de seu tempo na Toca II foi dedicado aos exercícios de fisioterapia.
Passado todo o processo de reabilitação, Dedé tem boas expectativas no ano de 2018. A parceria com Manoel no time reserva traz as lembranças do tetra do Campeonato Brasileiro, em 2014, e alimenta as esperanças de um regresso seguro e sem novas lesões.
Além de jogar novamente em alto nível, Dedé terá (caso seja de seu interesse) o desafio de convencer a diretoria cruzeirense a firmar uma renovação contratual. O vínculo entre as partes vai somente até dezembro deste ano, e a cúpula estrelada condicionou a prorrogação a uma quantidade significativa de presenças do defensor na equipe.
Da redação: superesportes

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